terça-feira, 30 de junho de 2009

Histórias que não acabam mais...

A partir da década de 20 as histórias em quadrinhos se popularizaram e os gibis se tornaram um fenômeno de públi­co nos Estados Unidos. Em 1933 começaram a ser publicadas as revistinhas da Walt Dis­ney, época na qual surgiram o detetive Dick Tracy, o aventureiro do espaço Buck Rogers e posteriormente, Batman e Super- Homem.

Depois de 1960 houve um renascimento das HQs após uma fase de censura. Nessa época, novas histórias eram lançadas. O Homem-Aranha surgia nos EUA e a criação de novas HQs se difundia pelo mundo.

Desde então os lançamentos não pararam mais. Todos os dias são lançados comics, livros em quadrinhos e mangás. Segundo Flávia Fernandes, que trabalha em uma comic shop localizada na cidade de Bauru, há um excesso de títulos sendo lança­dos: “Fica até difícil para o público conseguir absorver. Teve um boom muito grande de lançamento de revistas, de man­gás. Acho que não falta nada no mercado, se alguém estiver disposto a comprar HQ, independente do estilo que estiver procurando, vai encontrar”.

Mais do que uma Nona Arte

É comum ouvirmos as pessoas chamarem as histórias em quadrinhos de nona arte, aliás, muitos que escrevem algo sobre o tema acabam usando o termo simplesmente como sinônimo para evitar a repetição de palavras. O problema é que essa classificação tem todo um significado e uma importância em que a maioria não para para pensar.

Ser reconhecido como uma das grandes artes foi uma conquista que demorou bastante para acontecer. Primeiro por os quadrinhos serem vistos como um produto comercial, para crianças e que não merecia ser levado a sério. Segundo, porque, inicialmente, se enxergava as HQ´s como uma simples soma de texto e imagens.

Por mais tortuoso que tenha sido o caminho, felizmente os quadrinhos hoje chegaram a um patamar em que são mais do que uma arte, eles são uma forma diferente de se comunicar. Podemos falar, inclusive, que a forma de se contar uma história em quadrinhos constitui uma linguagem própria. Isso porque trabalha com uma fantástica integração entre o verbal e o não-verbal.

Agora, se nada disso te convenceu, deixe esse texto de lado e procure uma revista em quadrinhos, pois, antes de ser uma arte, uma linguagem ou todo um conjunto de teorias, ler quadrinhos é algo divertido.

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Colaboração de Zé Oliboni e Diego Figueira, criadores do Pop Balões.

Os confrontos nos quadrinhos

O conceito de confronto está diretamente ligado aos quadrinhos. Estes, sem as disputas para dominar o mundo, sem a guerra de poderes não teria alcançado o prestígio e o grandioso número de fãs que possui hoje em dia.

O que seria da nona arte sem os duelos entre Superman e Lex luthor? Não faltaria um quê de aventura se os X-Men não enfrentassem tantos inimigos? Estas são questões inimagináveis para os amantes dos quadrinhos, que desde a mais tenra idade acostumaram-se a discutir sobre os poderes dos heróis e possíveis batalhas dos sonhos.

Sidney Gusman, vencedor do prêmio HQ Mix pelo sétimo ano consecutivo como melhor jornalista especializado no segmento, admite a importância dos confrontos neste universo e relata alguns que para ele são inesquecíveis: “Batman x Superman em Cavaleiro das Trevas. Superman x Capitão Marvel em O Reino do Amanhã. E há outros que só buscando na memória”. É óbvio que o leitor também possui duelos muito bem guardados, e é essa incrível variedade de possibilidades que abrilhanta ainda mais a magia dos confrontos nos quadrinhos.

A arte dos mangás


O fenômeno dos mangás conquistou o público de quadrinhos e despertou a atenção da mídia. O estilo japonês de fazer quadrinhos se originou com um grupo de artistas japoneses que percorriam vilarejos, na época feudal, contando lendas por meio de fantoches. Posteriormente, as lendas foram escritas em rolos de papel e ilustradas, originando as histórias em seqüências.

Em 1920, as editoras de mangá no Japão se desenvolveram muito e tiveram seu auge na década de 40. A palavra Mangá surgiu da união de duas palavras do alfabeto Kanfi ( um dos três que existem no Japão): Manketsu (conto ou história) e Fáshiko (ilustração).

O mangá “Akira” de Katsuhiro Otomo, lançado no início da década de 90 em quadrinhos e depois transformado em filme de desenho animado, certamente contribuiu para a popularização do estilo, assim como o lançamento em desenhos animados de Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z.

Vilões: o círculo da maldade

O que são vilões? São os antagonistas dos grandes heróis, seres malignos e egoístas que desejam apenas destruição. Essa seria a definição primordial daqueles que, juntamente com os super-heróis, protagonizam as mais incríveis cenas de batalhas. No entanto, no contexto das HQS atuais, não basta atender a essa definição para se criar com sucesso um grande vilão. É necessária uma explicação convincente da história pessoal do vilão.

Os fãs de HQS querem saber a razão que motiva essas criaturas malignas a desejarem conquistar o mundo, querem saber a origem de seus poderes e também o porquê de odiarem o herói da HQ. Os vilões mais aclamados pela crítica são os mais complexos psicologicamente.

A constituição de um bom antagonista deve responder a questões como: Quais as intenções do vilão? Ele deseja realmente matar o herói ou o herói é apenas um incômodo a ser removido? Se deseja matá-lo, qual é sua motivação?